sexta-feira, 15 de abril de 2016

PROFESSORES DA PUC MINAS MANIFESTAM-SE EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO


Um grupo de professores(as) da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) divulgou, em meados de abril, uma carta aberta intitulada “EM DEFESA DA DEMOCRACIA, DA LEGALIDADE E DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO”.

Leia, abaixo, o documento assinado por 258 professores(as) e pesquisadores(as) de diversas áreas, cursos e departamentos da Instituição, e veja os(as) docentes que assinaram o documento.

EM DEFESA DA DEMOCRACIA, DA LEGALIDADE E DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO
Comprometidos com a democracia e suas instituições, nós, professores da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, considerando:
a)     nossa preocupação com o aprofundamento da desestabilização das instituições, que pode colocar em risco o efetivo Estado Democrático de Direito e o respeito aos Poderes constituídos;
b)    a necessidade da defesa do pleno exercício das instituições responsáveis pelo cumprimento das leis, garantindo o amplo direito de defesa e o direito ao contraditório;
c)     a necessidade da ação isonômica do Poder Judiciário para a prevalência da justiça e da correção pública;
d)    os perigos da espetacularização e midiatização de processos judiciais, das ações do Ministério Público e da Polícia Federal, marcados pela superficialidade e parcialidade que insuflam as polarizações no plano político-partidário e o recrudescimento de conflitos;
e)     a arriscada disseminação de discursos de intolerância, no âmbito da mídia comercial e de redes sociais, que compromete a convivência democrática entre cidadãos brasileiros, participantes de uma sociedade plural;
f)      as propostas simplistas e autoritárias para a superação da crise política e institucional, que atendem não ao interesse público, mas a interesses escusos de grupos políticos, econômicos e de camadas sociais;
g)     a implementação de um infindável e perigoso jogo político, que leva à soma zero, no qual governo, oposições, instituições e outros organismos sociais, todos, só perdem;
juntamo-nos a milhões de brasileiros e brasileiras que exigem o respeito à Constituição bem como às regras do jogo democrático e conclamamos as lideranças do mundo político, das instituições e entidades sociais para assumirem o compromisso de uma concertação que possibilite a superação da crise político-institucional, sem a quebra da ordem democrática, criando condições objetivas para a superação dos atuais impasses.
Certos de que a saída deve se realizar por meio do debate político e não de estratégias e expedientes de natureza judicial ou policial, apelamos às lideranças responsáveis pelas instituições da República que chamem para si a responsabilidade de construir essa conciliação nacional, fazendo com que prevaleça, nessa construção coletiva, o compromisso com os princípios democráticos e republicanos, historicamente conquistados, que devem nortear, de modo efetivo, os rumos da Nação e o respeito ao povo brasileiro.

SIGNATÁRIOS:


1.       Adalberto Antônio Batista Arcelo (Departamento de Direito)
2.       Adilson Schultz (Departamento de Ciências da Religião)
3.      Adriana Diniz de Deus (Departamento de Medicina)
4.      Adriana Machado Simões (Departamento de Ciências Sociais)
5.      Adriana Penzim (Departamento de Psicologia)
6.      Adriana Torres Máximo Monteiro (Faculdade de Psicologia)
7.      Adriane Maria Arantes de Carvalho (Departamento de Administração)
8.      Adriano Ventura (Departamento de Comunicação Social e Teologia)
9.      Alessandra Girard (Departamento de Comunicação Social)
10.   Alessandra Girard (Departamento de Comunicação Social)
11.    Alexandre Eustáquio Teixeira (Departamento de Ciências Sociais)
12.   Alexandre Veloso de Abreu (Departamento de Letras)
13.   Alícia Duarte Penna (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
14.   Aline Aguiar Mendes (Departamento de Psicologia/Faculdade de Psicologia)
15.   Amarildo Fernando (Departamento de Ciências da Religião)
16.   Amauri Carlos Ferreira (Departamento de Educação)
17.   Ana Luísa de Castro Almeida (Departamento de Comunicação)
18.   Ana Maria Coutinho (Departamento de História)
19.   Ana Maria Rodrigues de Oliveira (Faculdade de Comunicação e Artes)
20.  Ana Maria Rodrigues de Oliveira (Faculdade de Comunicação e Artes)
21.   Ana Selva Albinati (Departamento de Filosofia)
22.  André Costa Braga Soares (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
23.  Andréa Milagres (Faculdade de Psicologia)
24.  Andreia dos Santos (Departamento de Ciências Sociais)
25.  Anete Roese – Departamento de Ciências da Religião
26.  Angela Maria Siman (Departamento de Ciências Sociais)
27.  Anna Rachel Gontijo Mazoni (Departamento de Educação Física)
28.  Antonio Geraldo Cantarela (Departamento de Ciências da Religião)
29.  Antônio Grillo (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
30.  Arabie Bezri Hermont (Departamento de Letras)
31.   Armindo dos Santos de Sousa Teodósio (Programa de Pós-Graduação em Administração)
32.  Audemaro Taranto Goulart (Departamento de Letras)
33.  Áurea Marin Burocchi (Departamento de Teologia)
34.  Aurino José Góis (Departamento de Ciências da Religião)
35.  Ayrton Hugo de Andrade e Santos (Departamento de Engenharia Civil)
36.  Betania Diniz Gonçalves (Faculdade de Psicologia)
37.  Beth Miranda (Departamento de Comunicação Social)
38.  Bonifácio José Teixeira (Museu de Ciências Naturais)
39.  Bruno Vasconcelos de Almeida (Departamento de Psicologia)
40. Caio César Boschi (Departamento de História)
41.   Caio César G. Oliveira (Faculdade de Comunicação e Artes)
42.  Camilo de Lelis Oliveira Santos Ribeiro (Departamento de Ciências da Religião)
43.  Carla Ferretti Santiago (Departamento de História)
44. Carlos Vasconcelos Rocha (Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais)
45.  Carlos Aurélio Pimenta de Faria (Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais)
46. Carlos Frederico Barboza (Departamento de Ciências da Religião)
47.  Carlos Leonardo Gomes Cezar Vieira (Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde - ICBS) 
48. Carlos Roberto Jamil Cury (Departamento de Educação)
49. Carolina de Castro Jannotti (Departamento de Direito)
50.  Célio de Pádua Garcia (Departamento de Ciências da Religião)
51.   Claudemir Francisco Alves (Departamento de Filosofia)
52.  Claudia Guimarães Costa (Museu de Ciências Naturais PUC Minas)
53.  Claudia Vial (Departamento arquitetura e urbanismo)
54.  Clovis Alves Caldas Filho (Departamento de Filosofia)
55.  Cristiana Leite Carvalho (Departamento de Odontologia)
56.  Cristiane Neri Nobre (Departamento Ciência da Computação)
57.  Cristiano Anderson Bahia (Departamento de Ciências da Religião)
58.  Cristiano de Melo Bastos (Faculdade Mineira de Direito)
59.  Cristina Almeida Cunha Filgueiras (Departamento de Ciências Sociais)
60. Daniella Lopes Dias Ignácio Rodrigues (Departamento de Letras)
61.   Danilo Aroeira de Pinho Tavares (Departamento de Comunicação Social)
62.  Dea Fonseca (Departamento de Filosofia)
63.   Débora Maria David da Luz (Departamento de Serviço Social)
64. Denise Borille de Abreu (Departamento de Letras)
65.  Denise de Castro Pereira (Departamento de Administração)
66. Denise Pirani (Departamento de Ciências Sociais)
67.  Dilma Silva (Departamento de Ciências da Religião)
68. Dimas Antônio de Souza (Departamento de Ciências Sociais)
69. Dineia Domingues (Faculdade de Psicologia)
70.  Douglas Cabral Dantas (Departamento de Filosofia e Teologia)
71.   Edison Gomes (Departamento de História)
72.  Edmar Avelar de Sena (Departamento de Ciências da Religião)
73.  Eduardo Alberti Carnevali (Departamento Administração)
74.  Eduardo Bittencourt (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
75.  Edward Neves M. de B. Guimarães (Departamento de Ciências da Religião)
76.  Eliane Scheid Gazire (Pós-Graduação de Ensino em Matemática)
77.  Elizabete Beling Caetano da Silva (Departamento de Psicologia)
78.  Eline Rennó (Departamento de Psicologia)
79.   Ellen Joyce Marques Barros – Faculdade de Comunicação e Arte
80. Ercio Sena (Faculdade de Comunicação e Artes)
81.   Érica Adriana Costa Zanardi - Faculdade Mineira de Direito
82.  Eurides Rodrigues (Departamento de Ciências da Religião)
83.  Evângela B. R. de Barros (Departamento de Letras)
84. Evaldo Apolinário (Departamento de Ciências da Religião)
85.  Fernando Carneiro Machado Ennes (Departamento de Educação Física)
86. Fernando Pacheco do Nascimento (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
87.  Flávio Augusto Senra Ribeiro (Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião)
88. Flávio de Jesus Rezende (Departamento de Física)
89. Francirene Gripp de Oliveira (Departamento de Letras)
90. Gabriela Araújo Medeiros (Faculdade de Psicologia)
91.   Gabriela Pires Machado (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
92.  Gilberto Xavier da Silva
93.  Giseli do Prado Siqueira (Departamento de Ciências da Religião)
94. Giselle Moraes da Fonseca Diniz (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
95.  Glória Gomide (Faculdade de Comunicação e Artes)
96. Guaracy Araújo (Departamento de Filosofia)
97.  Helder de Souza Silva Pinto (Departamento de Ciências da Religião)
98. Heloísa Cançado Lasmar (Faculdade de Psicologia)
99. Herbert José Teixeira (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
100.                     Hugo Mari (Programa de Pós-graduação em Letras)
101.    Ibraim Vitor de Oliveira (Departamento de Filosofia)
102.   Isabela Saraiva de Queiroz (Departamento de Psicologia)
103.   Ivete Lara Camargos Walty (Departamento de Letras)
104.   Jacqueline de Oliveira Moreira (Faculdade de Psicologia)
105.   Jacyra Antunes Parreira (Departamento de História)
106.   Jane Quintiliano (Departamento de Letras)
107.   Joana Darc Silva Pinto (Departamento Engenharia Civil)
108.   Joelcio Fernandes Pinto (Departamento de Educação Física)
109.   José Carlos Dias (Departamento de Ciências da Religião)
110.    José Coelho de Andrade Albino (Faculdade de Comunicação e Artes)
111. José Francisco Braga (Departamento de Comunicação Social)
112.José Luiz Quadros de Magalhães (Faculdade Mineira de Direito)
113.José Maria de Morais (Departamento de Comunicação Social)
114.    José Martins dos Santos Neto (Departamento de Ciências Sociais)
115.José Mauro Silva Vidigal (Departamento de Educação Física)
116.    José Milton dos Santos Neto (Departamento de Ciências da Religião)
117. José Ruiz Guillén (Departamento Ciências da Religião)
118.    Josiane Andrade Militão (Departamento de Letras)
119.    Josimar Azevedo (Departamento Ciências da Religião)
120.   Júlia Calvo (Departamento de História)
121.Juliana Alves Assis (Programa de Pós-Graduação em Letras)
122.    Juliana de Lima Passos Rezende (Departamento de Ciências Biológicas) -
123.    Juliana Gonzaga Jayme (Departamento de Ciências Sociais)
124.   Júlio Aguiar de Oliveira (Faculdade Mineira de Direito)
125.    Júlio César Buére (Departamento de Relações Internacionais)
126.   Jussara Grosch Ludgero Ramos (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
127.    Karina Junqueira (Departamento de Ciências Sociais)
128.   Keli Carvalho Nobre de Souza (Departamento de História)
129.   Késia Aparecida Teixeira Silva (Departamento de Administração).
130.   Léa Souki (Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais)
131.Leonardo Isaac Yarochewsky (Faculdade Mineira de Direito)
132.    Lídia M. L. P. Ribeiro de Oliveira (Departamento de Filosofia)
133.    Lorene dos Santos (Programa de Pós-Graduação em Educação)
134.   Lúcia Karine de Almeida (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
135.    Lúcia Lamounier Sena (Departamento de Ciências Sociais)
136.   Luciana Andrade (Departamento de Ciências Sociais)
137.    Luciana Barreto Nascimento (Departamento de Ciências Biológicas)
138.   Luciano Cortez e Silva (Departamento de Letras)
139.   Lucimar Magalhães de Albuquerque (Faculdade de Psicologia)
140.   Lúcio Mauro Pereira – Departamento de Ciência da Computação 
141.    Luiz Carlos Castello Branco Rena (Departamento de Psicologia)
142.   Luiz Flávio Freitas Barbosa de Oliveira (Instituto de Ciências Exatas e Informática)
143.   Magali Reis (Departamento de Educação)
144.   Manoel de Almeida Neto (Departamento de Ciências Sociais)
145.   Manoel Teixeira Azevedo Junior (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
146.   Marcela Sobreira Silva - Departamento de Psicologia
147.   Marcelo Cedro (Departamento de História)
148.   Marcelo Eduardo Zanetti (Departamento de Geografia)
149.   Marcelo José Caetano (Departamento de Filosofia)
150.   Marcia Mansur Saadallah (Faculdade de Psicologia)
151.Márcia Marques de Morais (Programa de Pós-Graduação em Letras)
152.    Marcio de Vasconcellos Serelle (Departamento de Comunicação Social)
153.    Marco Antônio Azevedo (Departamento de Psicologia)
154.   Marco Antônio de Azevedo (Departamento de Psicologia)
155.    Marcos Roberto do Nascimento (Departamento de Ciências Sociais)
156.   Marcus Vinicius Bonfim Ambrosio (Departamento de Educação Física)
157.    Margareth de Paula Ambrosio (Departamento de Educação Física)
158.   Maria Angela Paulino Teixeira Lopes (Departamento de Letras)
159.   Maria Auxiliadora da Silva (Faculdade de Psicologia da PUC Minas)
160.   Maria Beatriz de Castro Silva (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
161.    Maria Cristina Soares Magalhães (Departamento Serviço Social)
162.   Maria da Consolação Gomes de Castro (Departamento de Serviço Social)
163.   Maria de Fátima Pereira Rossi (Departamento de Administração)
164.   Maria de Fátima Santos Gottschalg (Departamento de Serviço Social)
165.   Maria Elisa Baptista (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
166.   Maria Ester Saturnino Reis (Departamento de História)
167.   Maria Eulália Moreira (Departamento de Assistência Social)
168.   Maria Ignez Costa Moreira (Faculdade de Psicologia)
169.   Maria Jose Gontijo   Salum (Faculdade de Psicologia)
170.   Maria Luiza Marques Cardoso (Faculdade de Psicologia)
171.Mariana Gudes Raggi (Departamento de Geografia)
172.    Mariana Veríssimo Soares de Aguiar e Silva (Departamento de Educação)
173.    Marilia de Castro Silva (Departamento de Ciências Sociais)
174.   Mário Cléber Martins Lanna Júnior (Departamento de História)
175.    Mário Francisco Ianni Viggiano (Faculdade de Comunicação e Artes)
176.   Mário Lucio Pereira Junior (Departamento de Arquitetura e Urbanismo) 
177.    Marise Myrrha de Paula e Silva (Departamento de Letras)
178.   Maristela Júlia Fernandes (Faculdade de Psicologia)
179.   Marlene Buzinari (Faculdade de Psicologia)
180.   Maura Eustáquia de Oliveira (Faculdade de Comunicação e Artes)
181.    Maxiliano Perdigão dos Santos (Departamento de Engenharia Civil)
182.   Meire Pena (Departamento de Ciências Biológicas)
183.   Miguel Ângelo Andrade (Departamento de Ciências Biológicas)
184.   Milton do Nascimento (Programa de Pós-Graduação em Letras)
185.   Moisés Augusto Gonçalves
186.   Mônica Eustáquio Fonseca (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
187.   Mônica Hallak Martins da Costa (Departamento de Serviço Social)
188.   Mozahir Salomão Bruck (Programa de Pós-graduação em Comunicação Social)
189.   Myrian Martins Álvares (Departamento de Ciências Sociais)
190.   Natália Cristina Batista (Departamento de História)
191.    Onofre dos Santos Filho (Departamento de Relações Internacionais)
192.   Pablo Moreno Fernandes Viana (Departamento de Comunicação Social)
193.   Patricia Eliane de Melo (Faculdade de Psicologia)
194.   Patrícia Pinto de Paula (Faculdade de Psicologia)
195.   Paulo Agostinho Nogueira Baptista (Departamento de Ciências da Religião)
196.   Paulo Antônio Couto Faria (Departamento de Ciências da Religião)
197.   Rachel de Castro Almeida (Departamento de Ciências Sociais)
198.   Rafael Pacheco Mourão (Instituto de Ciências Humanas)
199.   Ramilson Noronha Santiago (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
200.  Raquel Alves Furtado (Departamento de Administração)
201.   Raquel Beatriz Junqueira Guimarães (Programa de Pós-Graduação em Letras)
202.  Regina Coeli de Oliveira (Departamento de Serviço Social)
203.  Regina de Paula Medeiros (Departamento de Ciências Sociais)
204.  Ricardo Ferreira Ribeiro (Departamento de Ciências Sociais)
205.  Rita de Cássia Liberato (Departamento Ciências Sociais)
206.  Rita de Cassia Lucena Velloso (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
207.  Roberlei Panasiewicz (Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião)
208.  Roberta Carvalho Romagnoli (Faculdade de Psicologia)
209.  Robson Sávio Reis Souza (Departamento de Ciências da Religião)
210.   Rogério Felipe Santos Teixeira (Faculdade de Psicologia)
211.Rogério Joanes dos Santos (Faculdade de Psicologia)
212.    Ronaldo Abrão Pimentel (Departamento de Matemática)
213.    Ronaldo André Rodrigues da Silva (Departamento de Administração)
214.   Ronaldo Lares Peixoto (Departamento de Ciências Econômicas)
215.    Rosana Carvalho de Oliveira (Faculdade de Psicologia)
216.   Rosana Figueiredo Vieira (Departamento de Psicologia)
217.    Rosane Aparecida de Souza Guglielmoni (Departamento de Ciências da Religião)
218.   Rosélia Junqueira Carvalho Rodrigues (Departamento de Ciências da Religião)
219.   Rubem Gomes Pereira (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
220.  Salustiano Alvarez Gómez (Departamento de Ciências da Religião)
221.    Sandra Machado Fiuza (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
222.   Sandra Maria de Freitas (Faculdade de Comunicação e Artes)
223.   Sandra Maria Silva Cavalcante (Departamento de Letras)
224.  Sandra Pereira Tosta (Programa de Pós-Graduação em Educação)
225.   Sânia Maria Campos (Departamento de Economia)
226.  Selma Melo Miranda (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
227.   Sergio de Lima Saraiva Junior (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
228.  Sérgio Murilo Rodrigues (Departamento de Filosofia)
229.  Sheilla Brasileiro (Departamento de Educação)
230.  Silvane Catarina de Oliveira Carozzi (Departamento de Psicologia)
231.    Simone Costa Nunes (Departamento de Administração)
232.   Simone Soares Viegas (Departamento de Serviço Social)
233.   Solange Carmo (Departamento de Teologia)
234.  Sonia Aparecida Talamoni (Departamento de Ciências Biológicas)
235.   Stephen Silva Simim (Departamento de Ciências da Religião)
236.  Tania Cristina Teixeira (Departamento de Economia)
237.   Tânia Dias Jordão (Departamento de Ciências da Religião)
238.  Tatiana Soledade Delfanti Melo (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
239.  Teodoro Adriano Costa Zanardi (Departamento de Educação)
240.  Teodoro José Eustáquio de Oliveira (Departamento de Economia)
241.   Teresa Cristina Alvisi (Departamento de Fisioterapia)
242.  Teresinha Maria de Carvalho Cruz Pires (Departamento de Comunicação Social) 
243.  Terezinha Taborda Moreira (Departamento de Letras)
244.  Tiago Castelo Branco (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
245.  Valéria De Marco Fonseca - Departamento de Filosofia
246.  Valéria Silva Freire de Andrade (Departamento de Psicologia)
247.  Vander Aguiar (Departamento de Administração)
248.  Vanderlei Lopes Barbosa - Ciências Contábeis
249.  Vânia de Fátima Noronha Alves (Departamento de Educação)
250.  Vera Lopes (Departamento de Letras)
251.    Vicente Geraldo Amâncio Diniz de Oliveira (Departamento de Filosofia)
252.   Victor Rene Villavicencio Matienzo (Departamento de Ciências da Religião)
253.   Viviane Maia Mendes Ribeiro (Faculdade de Comunicação e Artes)
254.  Viviane Zerlotini (Departamento de Arquitetura e Urbanismo)
255.   Wellington Teodoro Silva (Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião)
256.  Werbert Cirilo Gonçalves (Departamento Ciências da Religião)
257.   William César Castilho (Faculdade de Psicologia)
258.  Yonne de Souza Grossi (Departamento de Ciências Sociais)






terça-feira, 12 de abril de 2016

Como seria o dia seguinte ao impedimento?


Vamos mostrar, bem didaticamente e em dez passos, como seria o day after ao impeachment, se isso ocorrer:

1. Se aprovado o impeachment, imediatamente, os oligopólios midiáticos, em uníssono, bradarão aos quatro ventos por uma trégua.  Falarão que o novo presidente precisa trabalhar em paz para superar a crise e reequilibrar a economia destruída pelo “governo mais corrupto da história”.

2. Os pseudo-jornalistas que pautam a mídia, verdadeiros deformadores da opinião pública, serviçais da casa grande, escreverão em grandes editoriais que a economia não resistirá a uma nova perturbação da ordem. Que todos devem se acalmar até 2018, dando uma trégua ao presidente Temer, o Joaquim Silvério dos Reis do século XXI. Os sardembergs e as mirians da vida dirão que o país precisa de paz para o novo presidente trabalhar com vistas a restabelecer a confiança internacional e salvar a economia.

3. Os homens da lei e da ordem, policiais e setores da justiça, entrarão em cena para sufocar, em nome da tal lei e ordem (dos ricos), qualquer manifestação contrária ao governo ilegítimo.

4. Como presidente do TSE, o “impoluto” Gilmar Mendes não colocará em análise o processo contra a chapa Dilma-Temer, que poderia levar a perda do mandato do vice. Dirá, como “homem honesto e probo que sempre foi”, que a justiça eleitoral deverá dar uma chance ao novo presidente e, portanto, não pode desestabilizar o novo governo. Com aquela voz de taquara rachada, conclamará: “o país não aguenta outra queda de presidente”.

5. Líderes religiosos entrarão em cena para pedir que o povo fique calmo; que prevaleça a paz (dos túmulos) e que todos rezemos para o bem do país.

6. Certamente, haverá um ministro da justiça fortíssimo, que controlará com mão de ferro a polícia federal. Provavelmente, o titular da pasta será um ex-ministro da defesa ou da justiça ou ex-presidente do STF.

7. Esse homem-forte dos golpistas, na pasta da justiça, atuará para sufocar a lava-jato. E, pactuado com Janot, flexibilizará as ações de investigação de corrupção. (A bem da verdade, o que apareceu até agora não representa 10% da corrupção que alavancou a eleição de boa parte dos congressistas). Assim, a lava jato se tornará a grande moeda política no Congresso: em troca da sua flexibilização, o bando de centenas de larápios suspeitos e investigados que votaram a favor do impeachment apoiará o novo governo.

8. O próximo passo: com o apoio da mídia, que também tem calças curtas quando o tema é corrupção e que pautará algo para desviar a atenção do povo, a lava-jato sairá das manchetes.

9. Tudo bem orquestrado, a maioria da população, que assiste as disputas políticas em curso sem se envolver, será convencida que o melhor caminho é aceitar o novo presidente. E que o novo governo derrotará a corrupção, porque a “turma do PT” foi expurgada, como se esse partido fosse o único partido corrupto no país.

10. E muitos esquecerão que Temer, boa parte do PMDB, do PSDB, do DEM e outros partidos, cujos quadros são corruptos até o último dedo mindinho do pé, têm como objetivo justamente neutralizar a lava-jato.

Uma parte dos que apoiam o impeachment está totalmente ludibriada: pensa que o impedimento será a primeira ação antes da cassação da chapa no TSE, o que levaria Temer a perder o cargo. 

Mas, não sejamos otários. Não nos deixemos enganar pela turma da pilhagem ao erário que articula esse golpe. Passando o impeachment, a coalizão golpista fechará as portas para quaisquer mudanças. A lava jato será encerrada ou teremos uma ação ainda mais seletiva de caça às bruxas (petistas). Ademais, conviveremos com um arrocho enorme, com perdas de direitos, principalmente trabalhistas, como nunca se viu na história deste país.


E, adivinhem quem serão aqueles a pagarem a conta? Certamente, os mais pobres.

E la nave va? 

Quanto vale um voto?

Num artigo esclarecedor, Luiz Gonzaga Belluzzo e Gabriel Galípolo demonstram que nas democracias contemporâneas, inclusive nos Estados Unidos da América – a democracia mais decantada em prosa e verso – o que define a política é o dinheiro. Muitas vezes, o dinheiro sujo. O que está por detrás das disputas são grupos poderosíssimos que dominam o estado para usurpar os bens públicos e coletivos.

Leia o artigo, “o preço do voto”.

A impotência política tem origem na ocupação do estado e de seus órgãos reguladores pelas tropas dos interesses corporativos

por Luiz Gonzaga Belluzzo e Gabriel Galípolo, em Carta Capital


Ilustração: Minimorgan/ Foto: IstockPhoto

Contra o poder do dinheiro, a redefinição de conceitos e práticas

A deliberação do PMDB de desembarcar do governo Dilma Rousseff promete tornar o fim de março mais uma vez decisivo para a história do País. Há dúvidas se esse desenlace será capaz de nos oferecer o final redentor prometido pelos “analistas” da televisão.

Hoje há grande espaço na mídia aos que se atiram a deduções otimistas quanto à qualidade do debate político, classificando os frequentes apelos para o impedimento da presidenta eleita como “avanço democrático”. Aos adeptos da “democracia de resultados”, cabem a ironia e o ceticismo de Machado de Assis em Quincas Borba: no fim da batalha à tribo dos intolerantes midiáticos nada sobrará além das batatas. Batatas assando. 

A polarização e o discurso de ódio não são um fenômeno nacional. Donald Trump, o candidato que segundo Martin Wolf tornou dizível o impensável, simboliza o tipo de personalidade e valores cultuados hoje em dia. Depõe especialmente contra a sociedade contemporânea que seja significativamente mais fácil reunir indivíduos contrários a uma opinião do que a favor. A revista alemã Der Spiegel adverte: podemos estar diante de “uma era na qual serão cada vez mais fortes aqueles que não oferecem qualquer solução, os que só oferecem rejeição e medo”. 

A divulgação das listas da construtora Odebrecht expõe a fratura sofrida pelo sistema político-partidário, provocada pela reiteração do emprego sistemático dos métodos de financiamento das campanhas eleitorais. Partidos que no início da redemocratização detinham agendas programáticas identificáveis se perderam em projetos de poder, transformando-se em massas amorfas de políticos que se unem por conveniência eleitoral e exclusão. Sou desse partido, pois sou contra aquele, a partir de estratégias de “mercado”, como o sabão em pó que lava melhor o colorido em contraposição ao que lava mais branco. 

As mais recentes delações e listas, a envolver praticamente toda a fauna e flora nativa de políticos e partidos, deixam claro que as suspeitas quanto aos financiamentos de campanha não discriminam classe social, etnia, naturalidade ou inclinações ideológicas. Não se trata, portanto, de condenar genericamente os eleitos para cargos públicos financiados por empresas com interesses relacionados (ou todas as companhias doadoras), mas questionar a pertinência desse sistema de patrocínio de campanhas eleitorais em uma democracia.

Aos eternamente aprisionados na síndrome de vira-lata, ávidos por se exilarem em terras imunes aos problemas de países de segunda categoria, recomenda-se a leitura de relatórios oficiais, depoimentos, documentários e livros a respeito da invasão da haute finance na cidadela da democracia ocidental.

No prefácio do livro de Greg Palast Billionaires and Ballot Bandits (Bilionários e os Bandidos do Voto) Robert Kennedy Junior desmoraliza a decisão de 2010 da Suprema Corte Americana que permitiu o financiamento ilimitado das campanhas eleitorais por empresas, grandes, médias ou pequenas. O expediente utilizado para disfarçar o maciço financiamento empresarial foi a criação dos Super PACs (supercomitês de ação política). O supercomitê não pode fazer contribuições a candidatos ou partidos, mas pode pagar propagandas a favor ou contra causas defendidas pelos candidatos.  A hipocrisia, dizia La Rochefoucauld, é a homenagem que o vício presta à virtude.
O filho de Bob Kennedy não se perde em divagações: “Os senadores e congressistas que as empresas financiam e elegem não são representantes do povo dos Estados Unidos. Eles representam os compadres da indústria de petróleo, os gigantes do setor farmacêutico e os banksters de Wall Street. Todos empenhados na tomada hostil (hostile takeover) do governo”.

Robert Kaizer, no livro So Damn Much Money, listou 188 ex-congressistas registrados oficialmente como lobistas em Washington. Revelou o funcionamento da porta giratória entre os grandes negócios e a política, ou, como batizou Simon Johnson, professor do MIT e economista-chefe do FMI em 2007 e 2008, em artigo de 2009 intitulado “O golpe silencioso”, o chamado “corredor Wall Street – Washington”. Estudo realizado por advogados associados no Public Citizen flagrou na nobre ocupação de lobistas metade dos senadores e 42% dos deputados que deixaram o Congresso entre 1998 e 2004. No período 1998-2011 o setor financeiro gastou 84,5 bilhões de dólares com essa turma.
A revista Business and Politics estampada no site Berkeley Electronic Press publicou um artigo sobre os retornos excepcionais auferidos pelos portfólios de ações adquiridos por deputados norte-americanos entre 1985 e 2001. Elaborado com o cuidado e rigor exigidos por tal empreitada, o estudo conclui que as ações adquiridas pelos integrantes da Câmara dos Deputados (House of Representatives) auferiram retornos “anormais” estatisticamente significantes. Bateram a evolução dos índices do mercado em torno de 6% ao ano. Os rendimentos anormais obtidos pelos deputados foram, no entanto, substancialmente inferiores aos auferidos pelos senadores. Os autores do estudo supõem que o diferencial de rendimentos deva ser atribuído “à menor influência e poder dos deputados”. Seja como for, o estudo encontrou “fortes evidências de que integrantes da Câmara dos Deputados têm acesso a algum tipo de informação não disponível publicamente, utilizada para obter vantagem pessoal”.

A “impotência política” dos governos tem origem na ocupação do Estado e de seus órgãos de regulação pelas tropas da finança e dos graúdos interesses corporativos, aí incluídos os das megaempresas de mídia. As tropelias de Rupert Murdoch dão testemunho das ligações perigosas entre o mass media, a política e a polícia. E é possível identificar facilmente seus equivalentes locais.
As presentes dores e convulsões impelidas às democracias ao redor do globo, sentidas agudamente em nossa Nova República, só receberão sentido histórico se forem capazes de refundar conceitos e práticas, se puderem restabelecer nexos entre o povo, a mídia, os políticos e as políticas públicas. 

Fonte: Luiz Gonzaga Belluzzo e Gabriel Galípolo, em Carta Capital


domingo, 10 de abril de 2016

Pesquisa DataFolha, as "sete vidas" da jararaca e o impeachment

Nesse sábado (09/04), o Instituto DataFolha divulgou mais uma rodada da "sua" pesquisa de intenção de votos à presidência. É muito estranha uma pesquisa acerca de eleições que ocorrerão daqui a três anos. 

Algumas considerações sobre essa pesquisa:

1. Pesquisa de intenção de voto é cenário DO MOMENTO. Uma "fotografia" que muda, dependendo de uma série de variáveis conjunturais. Mas, vamos combinar: Lula, gostando ou não, continua um forte líder popular. Um homem que é escorraçado pela mídia, pela justiça e pelos grupos de direita e, mesmo assim, consegue se manter na dianteira das intenções de votos. 



2. Não confio em pesquisas desse instituto. Aprendi, nas ciências social e política, que “se manipulados, os números tudo confessam”. E manipulação é matéria-prima da mídia hegemônica. Vejam na imagem ao lado: na divulgação dos dados, ontem, a Folha manipulou o próprio gráfico para mostrar em um de seus cenários Marina Silva DISPARANDO de 23% para 23% (que coisa!) e Alckmin SUBINDO de 11% para 9%. Deixaram o coitado do estagiário de artes gráficas numa situação vexatória... Mas, para quem gosta de jornalismo-panfletário, as trapaças sempre aparecem... (A Folha corrigiu o gráfico depois dos comentários críticos nas redes sociais).


3. Para todos os efeitos, a coalizão golpista (formada pela mídia, PSDB, DEM e PPS e agora, também, com Temer e setores do PMDB, liderados por Cunha; além do grupo da "justiça": Janot, Moro e Gilmar Mendes) aparentemente não logrou seu intento na saga persecutória a Lula, pelo menos no momento. MAS, CUIDADO: será que a pesquisa não tem como objetivo insuflar ainda mais os setores de direita incrustados na justiça para uma empreitada visando prender Lula de qualquer jeito? Isto porque, caso concorra, numa eventual cassação da chapa “Dilma-Temer”, Lula vencerá as eleições e a direita poderá amargar mais 8 anos longe do poder. Oh, céus!

4. Outra possibilidade interpretativa: Lula pode estar ainda mais à dianteira nas intenções de voto, uma vez que as demonstrações de apoio popular e manifestações contrárias ao golpe têm aumentado nos últimos dias. E não dá para a mídia esconder tudo e o tempo todo... 

5. Os números divulgados acendem um sinal vermelho para as oposições. Muito desacreditadas e com seus principais líderes despencando nas intenções de voto (salvo no Texas brasileiro) fica claro, no cenário atual que, se a chapa Dilma-Temer for cassada pelo TSE e, neste casco, havendo novas eleições, o favorito é a JARARACA. Como disse a advogada do impeachment, a “doutora” Janaína, só mesmo uma intervenção das potestades celestiais para “nos salvar”.

6. Por fim, em todos os cenários possíveis da pesquisa, os tucanos não têm chances. Os bons moços, representantes dos homens e mulheres “de bens” não convencem mais nem os seus pares.

Na ausência de notícias-bomba da Lava Jato a impulsionar o discurso golpista, como tradicionalmente ocorre nos finais de semana, a Folha preferiu desviar a atenção (e quem sabe a mobilização) do processo de impeachment de Dilma.

Um processo que corre a passos largos respaldado num discurso higienista, conservador e golpista, segundo o qual os corruptos e os comunistas serão apeados do Poder pelos “legítimos” representantes da corrupção, da intolerância e do fisiologismo.

E mesmo se Dilma não for impedida, o preço do golpe será o de colocar todos os setores progressistas na condição de reféns das artimanhas de uma direita não liberal nem democrática que domina o Parlamento, principalmente a Câmara. Seria cômico se não fosse trágico, um Golpe sendo arquitetado por corruptos e ladrões em nome da Democracia.

A esquerda meio atordoada dá tiros para todos os lados. Os principais dirigentes petistas continuam arrogantes e acham que dominam o campo progressista. Ledo engano!

Não obstante, os seguimentos progressistas com a adesão dos movimentos sociais e das mídias alternativas e redes sociais dificultam a empreitada golpista.


Ou seja, se Dilma ficar, o mal menor, a direita não dará tréguas. A intolerância, o ódio, o espírito de vingança e outros fantasmas que saíram do armário prosperarão até não se sabe onde e quando. Pelo menos, se respeitarão as eleições e a escolha popular. 

sábado, 9 de abril de 2016

Vídeos do Programa Horizonte Debate - Tema: Manifestações pro-impeachment

Bloco 01:


Bloco 02:
Bloco 03:

Programa: Horizonte Debate
Emissora: TV Horizonte - Belo Horizonte
Tema: Manifestações pro-impeachment
Participantes: Flávio Boson (advogado); Rogério Lopes (filósofo); Robson Sávio (cientista social).
Veiculação: 06/04/2016
Produção: Naiara Santos
Apresentação: Jairo Stacanelli