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Vídeo: os oito anos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Assista no link abaixo meu depoimento sobre os oito anos de existência do Fórum Brasileiro de Segurança Pública:

https://www.youtube.com/watch?v=5wk8hv7eRcY&list=PLwU1GX-uG1f_tnpA4RNaLnUQfaeBmujCG

Por que os rolezinhos incomodam?

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Os rolezinhos (encontro de jovens da periferia em shoppings, que começou em São Paulo) ocuparam os noticiários da semana, as rodas de conversas pelos quatro cantos do país, entraram na pauta política do governo federal, chegaram à justiça e mobilizou a polícia militar para proteger o patrimônio privado. Os versos da música Comida, do Titãs, talvez possa expressar o sentimento destes jovens: “A gente quer inteiro/ E não pela metade...”. Em entrevista concedida ao site Comunidade BH em Movimento, o filósofo, cientista social e professor universitário,  Robson Sávio Reis Souza , fala sobre a reação de segmentos da sociedade e do poder público aos encontros dos jovens das periferias nos centros de compras. Para ele, c alar os rolezinhos à força, sem escutá-los, é repetir a estupidez de um sistema que reprime todos os conflitos sociais, sem resolvê-los.  Os “rolezinhos” seriam um modismo ou um grito da juventude por mais espaço nas cidades? Robson Sávio  - As grandes cidades brasileiras mant…

Seletividade das polícias e da justiça: porta aberta à barbárie

A violência no Brasil tem atingido patamares dantescos. Fruto em boa medida das profundas desigualdades socioeconômicas (“a paz é fruto da justiça”), mas também da incapacidade do Estado em agir e reagir contra a barbárie. Como sabemos, o uso legítimo da força e da violência pelo Estado é um dos mecanismos que garantem a vida em sociedade. Como nos ensina Hobbes, o poder de coerção do Estado é decorrente de um pacto entre os cidadãos, com a finalidade de controlar aspirações ilegítimas e manifestações beligerantes. Para tanto, as instituições que processam a justiça e têm por obrigação a segurança pública (não para limitar direitos, mas para garanti-los) devem funcionar com o máximo de eficiência. Do contrário, prevalece a impunidade, a violência campeia e os interesses privados se sobrepõem aos interesses públicos e coletivos. Assusta-me, o estado de letargia das nossas instituições do sistema de justiça criminal. O imobilismo e a seletividade desse sistema coloca em xeque nossa dem…