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Mostrando postagens de Fevereiro 17, 2015

Sobre eleições, bodes expiatórios e golpistas enrustidos

O filósofo e cientista político esloveno Slavoj Žižek é um grande pensador contemporâneo. Žižek nos ajuda a pensar algo muito importante: a unificação de todos os nossos medos (e/ou discursos do medo) numa (falsa) verdade é o grande objetivo que sempre moveu os ideais dos mais conservadores. Essa estratégia justificou o nazismo (os nazistas tinham horror dos judeus, dos homossexuais...) ou o golpe civil-militar de 1964 (medo do comunismo), por exemplo.  A soma dos muitos medos (os verdadeiros ou aqueles construídos no imaginário social) é o ambiente propício para se criar um clima de pânico, instalar a desconfiança generalizada, propagandear uma insatisfação irracional, mesmo num ambiente institucionalmente normal e em funcionamento. A partir daí, pode-se construir os pseudo-heróis "salvadores da Pátria", do tipo Joaquim Barbosa (como ocorrera antes com Collor de Mello); justifica-se o injustificável (um terceiro turno eleitoral); elege-se bodes expiatórios lançando-os à fogu…