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Temer só se sustenta pela violência

Agora é oficial. O golpista que:
(a) não tem nenhum  apoio popular;
(b) que perdeu o apoio da globo golpista;
(c) que assiste sua base de malfeitores pragmáticos derretendo no congresso;
(d) que começa a perder apoio da justiça da casa grande;
(e) que sabe que sua única tábua de salvação é viabilizando as malfadadas reformas para agradar os donos do mundo (bancos, conglomerados financeiros e empresariais), convocou as Forças Armadas para tentar mais uns suspiros...Ele sabe que só lhe resta usar a violência para continuar no poder.O uso desse expediente filhote da ditadura, chamado "garantia da lei e da ordem" (GLO), só é permitido em casos excepcionalíssimos, como prevê a CF e legislação de 2013. O que ocorreu em Brasília não pode ser enquadrado dentro desse tipo de excepcionalidade, pois a PM do DF tinha todas as condições operacionais para agir dentro da lei, garantindo direitos e inibindo eventuais excessos. Lembremos que em 2013 as manifestações em Brasília foram muito …

Para entender o atual momento político nacional: os donos do mundo, os golpes e o que podemos fazer

Não nos enganemos. Quem manda no mundo ultimamente são as corporações. Os governos são serviçais dos donos do capital.
A partir da crise financeira de 2008 recrudesceu a concentração econômica planetária. Atualmente, 28 grandes grupos financeiros manejam quase dois trilhões de dólares por ano. O balanço desses megaconglomerados financeiros que tem, entre outros, o Goldman Sachs, o JP Morgan Chase, o Bank of America, o Citigroup, o Santander mostra um patrimônio (não produtivo) de 50 trilhões de dólares, sendo que o PIB mundial está na casa dos 75 trilhões. Esses conglomerados detém cerca de 68% do fluxo  mundial do capital.
E como esses conglomerados controlam os governos, a economia, as políticas e as agências multilaterais? Dois exemplos: o orçamento da ONU no biênio 2014-2015 foi composto de 5,5 bilhões de dólares de doações dos estados membros e 14,1 bilhão de orçamentos extrais, leia-se doação de grandes grupos financeiros e empresariais. Quando o FMI, um órgão da ONU, por exemp…

Será que Temer pensa que a Igreja Católica é como um partido de aluguel da sua base política?

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Desde o posicionamento firme da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) contra as reformas trabalhista e previdenciária (e o questionamento assertivo da entidade sobre a legitimidade dos atuais governo e Congresso de processarem tais reformas), há uma investida de Temer e seus emissários para o convencimento de bispos, principalmente do campo mais conservador,  a apoiarem as iniciativas da coalizão política que está no poder.
Recordemos: no fim de março, o Conselho Permanente da CNBB aconselhou e motivou a população a se mobilizar contra as chamadas reformas, principalmente a previdenciária. Em nota, o órgão criticou duramente a proposta (de reforma da Previdência), afirmando que o governo “escolheu o caminho da exclusão social” e que “nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores ético-sociais e solidários”. E mais, que a reforma tratava a Previdência sob a ótica “estritamente econômica” e o governo utilizava de informações “inseguras, desenco…

Uma breve análise sobre a violenta ação de PMs nas manifestações

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Como vimos, na sexta, dia 28/04, de um lado, estavam as tropas policiais armadas até os dentes (serviçais de um governo ilegítimo e golpista, com mandato concedido por rentistas, banqueiros e outros ricos; apoiado por 4% de privilegiados, um Congresso corrupto, empresários do pato amarelo e a juristocracia herdeira da casa grande); do outro lado, trabalhadores; o povo desarmado. 

As tropas militares foram às ruas para manter a "lei e a ordem" dos ricos; ou seja, silenciar, humilhar e violentar o povo, como historicamente agem as forças policiais neste país. 

Será que foram fazer o trabalho sujo? Quer dizer, machucar, massacrar e, se preciso, matar cidadãos que foram às ruas protestarem contra o governo mais corrupto e usurpador de direitos da história deste país.

E, por que agem assim? Porque quando cometem abusos e arbitrariedade, via de regra, têm o apoio e a proteção do MP e da justiça da casa grande. E o aplauso da elite violenta e privilegiada, além dos panfletários midiát…

Sobre a greve geral e suas repercussões

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Na semana passada prevíamos que se a greve geral fosse exitosa poderíamos iniciar um processo de superação do golpe.
Ao longo da semana ficou evidente que para além da boa articulação entre as centrais sindicais e as lideranças dos principais movimentos sociais em torno da mobilização popular, outros importantes segmentos de associaram à convocação da greve. Destaque especial seja dado a participação de lideranças da Igreja Católica - que tem um dos maiores índices de credibilidade entre a população brasileira. Mais de 100 bispos, cerca de 1/3 do episcopado na ativa, apoiaram publicamente a greve. Desde a ditadura não acontecia uma mobilização dessas proporções pelo alto clero da Igreja do Brasil.
Dois dias antes da megaparalisação, o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, disse: "O Brasil vive um momento particular de sua história, uma crise ética. Há situações de enorme complexidade nos quais estão envolvidos personagens do ce…

Greve geral poderá ser o começo do fim

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Greve geral poderá ser o começo do fim
Todos devem se lembrar dos protestos ocorridos em 2013. Capitaneados pela direita e pela mídia, especialmente a TV globo, as imensas manifestações populares se constituíram no início do processo golpista. Na ocasião se forjou toda uma narrativa para justificar a trama com vistas a deslegitimar o governo e o Partido dos Trabalhadores e para se iniciar o enredo que culminou num golpe sem canhões. Uma ruptura democrática que levou ao poder um governo sem votos e cujo programa é exatamente o oposto daquele que venceu nas eleições de 2014.
Nas democracias, mesmo as de baixíssima intensidade como a brasileira, as massas populares nas ruas têm um poder descomunal. Quando menciono as massas, não estou tratando de manifestações organizadas por setores de direita e de esquerda. Essas foram abundantes (e importantes) nos dois últimos anos, mas se limitam às disputas entre esses dois segmentos. Quero me referir aos eventos públicos que envolvem vários segment…

Quem peitou os históricos esquemas de corrupção?

Emílio Odebrecht disse numa das delações que "assim que os militares saíram, começou o esquema (de corrupção generalizada)". Não é verdade o que disse o "capo" da empresa que hoje está no centro dos esquemas de corrupção. Tais esquemas, de corrupção, subtração do erário por agentes públicos e privados, entrega do patrimônio público aos interesses externos, pilhagem de nossas riquezas pelas elites acontecem desde a colônia. E com os militares outros esquemas também existiam e eram ocultados pela truculência das armas e pela conivência dos civis parceiros (empresários, mídia, latifundiários, governo norte-americano ...) que respaldaram e sustentaram o golpe de 1964. A mesma turma que respaldou e dá guarida ao golpe de 2016, desta vez com o auxílio estratégico da juristocracia. Aquele grupelho de 2 a 5% de ricos de mentalidade colonial, exploradora, antinacional e autoritária (apoiados incondicionalmente por uma classe de políticos majoritariamente formada por coroné…