Não vai ter golpe: movimentos sociais não se amesquinham e ocupam as ruas

16 de dezembro de 2015. Foi lindo! Cerca de 20 mil pessoas pelas ruas de BH numa manifestação alegre, pacífica e cheia de esperança. Todos numa só voz; num só desejo: a luta pela democracia e contra as tentativas golpistas orquestradas por segmentos da elite socioeconômica.


Organizada pela Frente Brasil Popular, a manifestação foi um protesto retumbante contra a tentativa de derrubar Dilma, pelo afastamento imediato de Eduardo Cunha da presidência da Câmara e contra o ajuste fiscal do atual governo, que penaliza os(as) trabalhadores(as).




É claro que a mídia protofascista desdenhou da imensa mobilização que ocorreu, simultaneamente, em 20 capitais e noutras cidades; não deu manchete; não teve flashes a cada 10 minutos... 



Mas, o que esperar dessa imprensa porca, podre e corrupta e seus mentores? Do PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA, que apoia e promove o golpe... 

O fato é que dezenas de movimentos sociais, sindicados, movimentos estudantis e eclesiais estavam presentes e seus militantes cheios de disposição para a disputa política. E gente da classe média também (como professores, de vários níveis e de universidades, médicos, engenheiros, jornalistas,  advogados...). Não é toda a classe média que é fascista. Ainda bem! 


Que os mentores do golpe (Cunha, Aécio Neves, FHC, Temer, Ronaldo Caiado, Álvaro Dias, Agripino Maia, Roberto Freire, José Serra, Aloysio Nunes, Jair Bolsonaro, Mendonça Filho, Feliciano, Cássio Cunha Lima, Paulinho da Força, entre outros) entendam, de uma vez por todas, que não há atalhos para se chegar na presidência. 

Não estamos no parlamentarismo, regime no qual o Congresso pode derrubar o gabinete presidencial. Aqui, é presidencialismo e as eleições acontecem a cada 4 anos. Portanto, ao invés de tramarem golpes, tratem de trabalhar, de fazer política com o mínimo de honestidade; de apresentar uma proposta para o Brasil e disputá-la nas urnas. 


Por fim, que todos compreendam: o maior valor de uma sociedade democrática é a IGUALDADE: base de todos os demais valores. Portanto, que as mudanças continuem no país, sem retrocessos. 

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